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A exportação de soja do Brasil em março registrou o maior volume em quase um ano, somando 14,6 milhões de toneladas, com crescimento de 16,5% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (4), enquanto o Brasil colhe uma safra recorde e diante de uma firme da demanda da China.
O país asiático, maior importador global, comprou volumes recordes do produto do Brasil no primeiro trimestre, segundo analistas disseram à Reuters, em meio a expectativas da guerra comercial. A disputa acabou se acentuando nesta semana com tarifas mais altas anunciadas pelos EUA, que foram contra-atacadas pela China, tornando mais difíceis importações chinesas do grão norte-americano.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume de março se equipara ao de abril do ano passado, quando as exportações somaram também 14,7 milhões de toneladas e marcaram o maior volume mensal de 2024. Esse patamar, conforme dados da Secex, está entre os maiores registros mensais da história do país.
Os grandes volumes em março vieram após embarques menores em janeiro e fevereiro, segundo dados da Secex, já que o Brasil teve uma colheita inicialmente mais atrasada. Em março, os trabalhos no campo se aceleraram, garantindo a oferta para os exportadores.
As exportações de soja, principal produto exportado pelo país em receitas em março, renderam ao país US$5,7 bilhões, com uma alta menor na comparação anual, de 7%, em função de preços mais baixos, enquanto o Brasil colhe uma safra recorde.
No trimestre, as exportações de soja renderam US$8,7 bilhões ao país, com a China respondendo por 75,9% do total das compras, contra 72% no mesmo período do ano passado, segundo a Secex.
Questionado sobre a China aumentar fatia nas exportações do Brasil, o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, observou que a soja tem demanda “inelástica”, e atribuiu o aumento ao crescimento da produção.
“A produção do Brasil cresce, a soja vai ser escoada, independente do mercado ou outras questões. É basicamente uma questão de demanda inelástica, sempre quando aumenta a produção vai encontrar sua demanda”, disse ele a jornalistas.
Alguns especialistas têm apontado que a safra brasileira 2024/26 poderá superar 170 milhões de toneladas, o que seria um aumento anual de mais de 10%.
No ano passado, a colheita brasileira sofreu com intempéries, limitando os embarques, mas a expectativa de integrantes do setor é de exportações volumosas em 2025, que deverão superar 100 milhões de toneladas, um novo recorde.
A Secex apontou ainda um aumento da exportação de café verde do Brasil de 5,2% em relação a março do ano passado, para cerca de 219 mil toneladas, apesar de o Brasil estar na entressafra e ter exportado volumes recordes em 2024.
De outro lado, as exportações de açúcar do Brasil somaram 1,85 milhão de toneladas, queda de mais de 30% na comparação anual.
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