Bio-competitividade, o Que é Essa Tendência do Agro Brasileiro

  • Autor do post:
  • Tempo de leitura:7 minutos de leitura

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

 

 

Em 2050, a população mundial atingirá cerca de 11 bilhões de pessoas, o que ressalta a importância da garantia da segurança alimentar e energética e de insumos para um mundo mais sustentável. Para isso, será necessário melhorar produtividade para atender tendências que desafiam o agronegócio.

O Brasil, por meio das cadeias agro-alimentar, agro-energética e de produtos da natureza (não alimentares), proverá as soluções para a transição da economia fóssil para a verde. Ainda não estamos debatendo sobre a tendência dos produtos agrícolas não alimentares, mas precisamos começar

Hoje, o mundo é abastecido com a produção mundial de 10 bilhões de toneladas do agronegócio, sendo 6 bilhões de toneladas de alimentos e 4 bilhões de cadeias não alimentares, que abrangem celulose, algodão, borracha e os insumos.

Esse mosaico só e possível graças ao fabuloso poder da fotossíntese do mundo tropical, que escalou o Brasil como o protagonista produção agrícola e dos biocombustíveis.

No caso dos investimentos para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF, sigla em inglês), é fundamental trazer melhores soluções. Sabemos que a mudança de mentalidade do século 21 em relação ao século 20 é a visão da relevância dos recursos naturais que trazem a oportunidade de reconciliar os sistemas humanos o conhecimento e a inclusão, mesmo enfrentando correntes que se fortalecem globalmente, como no protecionismo e nas ações unilaterais.

E na corrida da transição para a bioeconomia, estes aqueles 4 bilhões vão crescer exponencialmente. Em 2023, a produção gerada por combustíveis fósseis foi a maior da história, afinal países emergentes e em desenvolvimento buscam ter estilos de vida dos países de alta renda.

O Brasil é hoje o maior fornecedor na cadeia produtiva de proteína animal no mundo, uma cadeia complexa, e ainda domina o seguimento, que engloba, soja, milho d cana. Produzimos diversos insumos para ração e por isso esta autossuficiência é razão pela qual o país influencia o preço mundial de carne, e claro incomoda muitos outros países produtores.

O fenômeno chinês reverteu processos com a tecnologia e inovação e mudou o rumo de um agro encurralado no século 20 com pouco valor agregado. Depois da China, a produtividade do agro brasileiro aumentou, alterando a balança comercial brasileira, impulsionado pelos avanços tecnológicos.

Descobrimos a bioeconomia como forma de bioenergia com metano, biogás e biometano do lado de gramíneas, o biodiesel, os óleos vegetais e a gordura animal que são extremamente competitivos no Brasil.

A bioeconomia é o conceito hoje percebido pela corrida tecnológica na Europa, EUA e China em busca de bioprodutos e indústrias de produtos bioderivados. A demanda para uma nova e mais verde indústria está mudando os setores automotivo, cosméticos, farmacêuticos, de construção civil, de biocombustíveis, dos transportes rodoviários, aeronáutico e marítimo.

Não se trata mais de visões românticas de um novo mundo, mas da chocante realidade do fato de um mundo novo: recordes de produção e diversos novos produtos e serviços surgindo no campo e na cidade.

O Brasil, com toda essa potência tropical no novo mundo chamado “bio-competitividade”, que abraça todo o complexo produtivo do agro que vai dos preços à produtividade industrial, pode definir para onde vai levar essa competência.

O agronegócio brasileiro está pronto para as tendências mundiais com seus desafios e oportunidades. Mas, para construir uma visão de futuro, precisa promover um debate amplo e qualificado.

O post Bio-competitividade, o Que é Essa Tendência do Agro Brasileiro apareceu primeiro em Forbes Brasil.

Deixe um comentário