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A soma das fortunas dos bilionários globais do agro, com total ou parte dos negócios na cadeia de produção de alimentos, insumos e bionergia, totaliza US$ 1,293 trilhão (R$ 7,3 trilhões na cotação atual) em patrimônio pessoal. Os dados fazem parte da lista dos Bilionários Forbes 2025, publicada anualmente pela Forbes EUA e apresentada nesta semana, com 3.028 pessoas ao redor do mundo.
No grupo dos bilionários do agro estão 284 pessoas, originárias de diversos países, em atividades como cultivo e comércio de grãos, negócio com terras, agroquímicos, abate de gado e processamento de carne bovina, mais criação e processamento de suínos e aves, genética avícola; doces, ração animal, açúcar, laticínios, fertilizantes, Óleos comestíveis, como palma e soja; distribuição de alimentos, silvicultura, máquinas industriais, papel e celulose, etanol, têxteis e tabaco.
Os Estados Unidos lideram com ampla vantagem a lista dos países com mais bilionários ligados ao setor. São 81 nomes, que juntos somam US$ 438 bilhões em patrimônio líquido. A presença massiva de empresas familiares e gigantes corporativos no setor de alimentação e bebidas, como Mars, Cargill, Coca-Cola e Subway, ajuda a manter os norte-americanos no topo desse ranking. Na segunda colocação está a China, com 42 bilionários cuja fortuna combinada chega a US$ 197,3 bilhões. O país se destaca por figuras como Zhong Shanshan, fundador da Nongfu Spring, e Qin Yinglin, maior criador de suínos da Ásia.
Em seguida está a Rússia na terceira posição, com 20 bilionários e um total de US$ 71,4 bilhões em fortunas. O destaque vai para empresários ligados à produção de fertilizantes, um setor estratégico e altamente lucrativo, mesmo em meio a sanções internacionais e instabilidades geopolíticas.A Itália possui 10 bilionários e um total acumulado de US$ 60,1 bilhões. Parte expressiva desse valor vem da família Ferrero, responsável por marcas icônicas como Nutella, Ferrero Rocher e Kinder.
O Brasil aparece na quinta colocação com 17 bilionários e um total de US$ 55,9 bilhões. O país tem presença marcada por investidores e empresários como Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira, cujos ativos no setor de bebidas – especialmente via AB InBev – projetam o país no cenário internacional. Na sexta posição está a Alemanha, com 11 bilionários que somam US$ 54,9 bilhões. O destaque vai para os herdeiros com negócios em café, laticínios e varejo de alimentos. A Índia, em sétimo lugar, conta com 17 bilionários com fortuna de US$ 48,4 bilhões. O crescimento acelerado do mercado interno de alimentos processados e bebidas contribui para a ascensão de nomes como Ravi Jaipuria.
Suíça ocupa a oitava posição com 6 bilionários e um total de US$ 40 bilhões, puxados por fortunas como a de Charlene de Carvalho-Heineken, herdeira da gigante holandesa, mas residente no país. Em nono lugar está o México, com 6 bilionários e uma soma de US$ 36,6 bilhões, com nomes ligados à indústria de bebidas e alimentos, além de investidores em redes de distribuição e varejo. Fecha o top 10 o Reino Unido, com 7 bilionários e US$ 35,2 bilhões em fortunas combinadas, com destaque para os setores de alimentos prontos e bebidas.
Confira os 15 maiores bilionários do agro global:
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